Mais do que uma sequência de cargos, empresas e projetos, minha trajetória profissional foi construída a partir de desafios.
Desafios que me levaram da operação bancária à liderança, da área comercial à Governança, da investigação à Prevenção a Fraudes, dos processos físicos à transformação digital, do mercado financeiro ao empreendedorismo e, mais recentemente, à Auditoria e à Gestão de Riscos.
São quase quatro décadas acompanhando profundas transformações no mercado, na tecnologia e na maneira como empresas e pessoas se relacionam.
E existe algo que permaneceu constante durante toda essa jornada:
a convicção de que riscos bem compreendidos podem se transformar em oportunidades de melhoria.
Minha trajetória profissional começou em 8 de agosto de 1988, quando ingressei no Banco Itaú como office boy, na Agência 0004 — Paula Souza, próxima ao Mercadão da Cantareira, em São Paulo.
Foi literalmente no “chão da agência bancária” que comecei a compreender negócios, processos, controles e, principalmente, pessoas.
Durante os 30 anos em que permaneci na instituição, passei por diferentes funções e responsabilidades até alcançar uma das principais posições executivas da Regional São Paulo: Gerente Geral de Agência, liderando equipes comerciais — Pessoas Físicas e Jurídicas — e operações administrativas.
Foram anos participando da gestão de negócios relevantes, apoiando empresas e empresários diante dos mais diversos cenários econômicos e aprendendo, na prática, que resultados sustentáveis dependem do equilíbrio entre receitas, despesas, investimentos, eficiência, pessoas e riscos.
Essa experiência formaria a base para praticamente tudo o que viria depois.
Dez anos depois do início daquela jornada, já havia passado por diferentes posições, promoções, treinamentos e programas de desenvolvimento.
Foi também nesse período que comecei a consolidar uma das características que carregaria por toda a minha carreira: formar pessoas e desenvolver sucessores.
Liderar nunca significou apenas atingir metas.
Significava preparar profissionais para assumir responsabilidades maiores, desenvolver autonomia e construir equipes capazes de enfrentar novos desafios.
E desafios não faltaram.
Acompanhei importantes transformações econômicas, tecnológicas e comportamentais do sistema financeiro brasileiro, além da expansão da internet e do início de uma revolução digital que mudaria definitivamente a maneira de fazer negócios.
Em 1998, outro acontecimento mudaria minha vida: casei-me e iniciei a construção da minha família. Dessa parceria vieram meus dois filhos e uma base pessoal que sempre caminhou ao lado da minha trajetória profissional.
Em 2003, concluí minha formação em Direito pela Universidade São Francisco.
Nos anos seguintes, continuei investindo no desenvolvimento acadêmico e executivo, incluindo posteriormente MBA em Administração e Gestão Bancária e cursos de aperfeiçoamento.
Em 2009, tendo em vista ter se consagrado como Gestor da Melhor Agência de São Paulo
Também em 2009, após um processo seletivo interno, fiz uma das mudanças mais importantes da minha carreira.
Deixei a Rede de Agências e migrei para a estrutura administrativa do Banco Itaú, então denominada Centro Técnico Operacional — CTO.
Passei a integrar a equipe de Melhoria Contínua e Governança da Diretoria de Operações, atuando na identificação de oportunidades, gestão de processos e projetos e em atividades relacionadas a Compliance, Auditoria, Riscos, Canal de Denúncia, Desvio de Conduta e vulnerabilidades operacionais.
Minha experiência na linha de frente dos negócios começava a se conectar diretamente com Governança e Gestão de Riscos.
Entre tantos desafios e conquistas vividos durante minha carreira no Banco Itaú, um reconhecimento permanece especialmente marcante.
Em 2009, a agência que liderei foi reconhecida como a melhor de São Paulo, resultado que me levou a receber uma das principais premiações de desempenho da instituição: o AGIR — Ação Gerencial Itaú para Resultados.
O programa reconhecia a performance de gestores e equipes a partir do atingimento de metas e resultados individuais e coletivos. Mais do que uma premiação financeira, o AGIR representava o reconhecimento pelo desempenho alcançado e, para os grandes destaques, proporcionava também experiências especiais.
No meu caso, o prêmio conquistado em 2009 se transformou, em 2010, em uma experiência inesquecível: uma viagem internacional, com direito a acompanhante, que tive a felicidade de compartilhar com minha esposa.
O roteiro passou por Orlando, Bahamas, Saint Martin e Miami, em uma viagem preparada para celebrar os profissionais reconhecidos pelo Banco.
E houve ainda uma surpresa que tornou aquele momento único.
Durante a passagem por Orlando, tive a oportunidade de conhecer antecipadamente o espaço dedicado ao universo de Harry Potter no parque da Universal, antes mesmo de sua abertura oficial ao público.
Foi uma daquelas experiências difíceis de traduzir em palavras.
Mas, olhando hoje para aquele momento, o que mais permanece não é apenas a premiação ou a viagem.
Aquele reconhecimento representava o resultado de um trabalho construído por muitas mãos: liderança, desenvolvimento de pessoas, estratégia comercial, gestão, disciplina e, sobretudo, uma equipe comprometida com resultados.
Ter liderado a agência reconhecida como a melhor de São Paulo tornou-se um dos marcos da minha trajetória no Itaú.
E poder compartilhar a celebração dessa conquista com minha esposa tornou tudo ainda mais especial.
Em 2008, iniciei um dos capítulos mais importantes da minha carreira.
Após anos de experiência na operação, liderança e Governança, assumi uma posição de gestão em Prevenção a Fraudes na Inspetoria do Banco Itaú, na estrutura administrativa da instituição.
Permaneci nessa atividade por quase dez anos.
Fui responsável pela gestão e pelo desenvolvimento do time de atendimento, investigação e repressão em primeiro nível, atuando em Gestão de Riscos, Prevenção a Fraudes, PLD/FT, Canal de Denúncias, Compliance e Payments.
Nossa estrutura atendia a rede de agências, departamentos e empresas do conglomerado, em um universo organizacional superior a 100 mil funcionários, lidando com diferentes modalidades e ocorrências de fraude.
Foi também nesse período que participei de uma transformação pela qual tenho enorme carinho.
Depois de quase três décadas em uma grande instituição financeira, chegou o momento de experimentar o outro lado da mesa.
Em 2017, aceitei o convite de Rodrigo Dantas, sócio-fundador da Vindi, executivo com quem já havia trabalhado no Banco Itaú, para participar de um novo desafio.
Tornei-me sócio e Head de Prevenção a Fraudes do Aceita, subadquirente ligada ao ecossistema Vindi.
Foi a oportunidade de unir experiência corporativa, empreendedorismo, tecnologia e Meios de Pagamento.
Nesse projeto, fui responsável pelo desenvolvimento e implantação de dois pilares fundamentais para a escalabilidade e segurança da operação:
Credenciamento e onboarding de merchants e monitoramento de perfis e transações.
Construímos camadas de prevenção envolvendo validação documental, background check, checklists, KYC, PLD/FT e monitoramento transacional, proporcionando maior eficiência, agilidade e segurança ao processo de aprovação e acompanhamento dos credenciados.
Segurança para crescer
Durante aproximadamente três anos de operação, foram registradas apenas 10 tentativas de fraude, todas sem êxito, sem prejuízo financeiro decorrente dessas ações ou impactos de imagem relacionados a elas.
Isso em uma operação que alcançou:
+1.000 clientes
+100 mil boletos liquidados por mês
quase R$ 500 milhões processados
O período também ampliou significativamente minha participação no ecossistema de adquirência, subadquirência e Meios de Pagamento.
Eventos, palestras, fóruns, parceiros, clientes e profissionais do mercado passaram a fazer parte de uma nova missão: compartilhar conhecimento para ajudar a construir um mercado mais seguro e sustentável.
Após a consolidação do projeto e a implementação dos modelos que ajudaram a sustentar o crescimento da operação, encerrei meu ciclo societário no Aceita e parti em busca de novos projetos.
Alguns anos depois, retornei ao mercado financeiro para assumir um novo desafio na FIS, uma das maiores empresas globais de tecnologia e processamento para serviços financeiros.
Assumi uma operação de Prevenção e Riscos responsável pelo atendimento de importantes instituições financeiras.
A estrutura reunia mais de 400 colaboradores, incluindo 17 supervisores e 3 coordenadores, atuando sobre um volume superior a 1 milhão de transações por mês.
A operação envolvia tratamento de alertas transacionais de cartões de crédito nas ferramentas Falcon e Case, além de filas de regras não transacionais relacionadas a situações como alterações cadastrais, emissão e desbloqueio de cartões, transferências, empréstimos, aviso de viagem, POCs, parametrizações e outros eventos associados a riscos de fraude.
Mais do que os números, entretanto, esse projeto reforçou outra convicção que sempre carreguei:
conhecimento só gera verdadeiro valor quando também é compartilhado.
Grande parte daquela equipe era composta por profissionais que estavam iniciando suas carreiras. Desenvolvê-los e compartilhar a experiência acumulada ao longo de décadas tornou-se uma parte importante daquela missão.
Em 2024, assumi um novo desafio no segmento de varejo, participando da implantação de uma estrutura de Prevenção a Fraudes relacionada ao negócio de cartões.
Mas aquele ano reservou também uma experiência completamente diferente.
Dediquei parte do meu tempo à atividade de professor em Escola Estadual, apoiando jovens no desenvolvimento da leitura, escrita, interpretação e compreensão de textos e, especialmente, de competências importantes para sua futura entrada no mercado de trabalho.
Também mantive atividades de consultoria, produção de artigos e disseminação de conhecimento relacionado à Prevenção a Fraudes.
Depois de tantos anos liderando profissionais, investigar fraudes, desenvolver controles e implementar processos, ensinar jovens reforçou algo que aprendi durante toda a carreira:
desenvolver pessoas também é uma forma de transformar organizações e a sociedade.
Em fevereiro de 2025, um novo mercado trouxe um novo desafio.
Ingressei no Grupo Sinal, no segmento de varejo automotivo, com a missão de implantar a Área de Auditoria Interna, incluindo a estruturação do Canal de Denúncias.
O desafio permitiu reunir experiências acumuladas ao longo de toda a minha trajetória: investigação corporativa, Gestão de Riscos, Governança, Prevenção a Fraudes, Compliance, processos, tecnologia e liderança.
A Auditoria passou a atuar não apenas na identificação de falhas, gaps, desvios e não conformidades, mas também no desenvolvimento de controles, processos, workflows, pipelines e novas metodologias de monitoramento apoiadas por tecnologia e automação.
O objetivo é ampliar a capacidade analítica e transformar informações em decisões.
Porque uma Auditoria moderna não deve se limitar a dizer o que está errado.
Ela deve ajudar a organização a compreender por que aconteceu, qual risco está envolvido, como evitar a recorrência e onde existe uma oportunidade de melhoria.
Banco.
Varejo.
Meios de Pagamento.
Tecnologia.
Canal de Denúncias.
Prevenção a Fraudes.
PLD/FT.
Compliance.
Governança.
Gestão de Riscos.
Auditoria.
À primeira vista, podem parecer diferentes capítulos de uma longa carreira.
Para mim, sempre fizeram parte da mesma história.
Proteger negócios sem impedir que eles cresçam.
A experiência me ensinou que controles não precisam ser sinônimo de burocracia. Auditoria não deve existir apenas para apontar erros. Prevenção não significa simplesmente impedir operações.
Quando bem estruturadas, essas funções ajudam empresas a tomar decisões melhores, operar com mais segurança, reduzir perdas e construir negócios sustentáveis.
Por isso, continuo estudando, aprendendo, compartilhando conhecimento e buscando novas formas de utilizar tecnologia, dados e experiência para aprimorar processos e fortalecer organizações.
Depois de quase quatro décadas de carreira, continuo acreditando no mesmo princípio:
E é dessa forma que procuro trabalhar:
transformando desafios em melhorias, riscos em oportunidades e conhecimento em proteção para os negócios.
Porque, para mim, esse é o verdadeiro valor de uma Auditoria que olha além dos problemas e se orienta para as soluções.
Ao longo da minha trajetória, desenvolvi competências em diferentes áreas do mercado financeiro, Meios de Pagamento, Prevenção a Fraudes, Gestão de Riscos, Compliance, Governança e Auditoria.
Mas acredito que conhecimento técnico, isoladamente, não transforma uma organização.
É a combinação entre experiência, tecnologia, capacidade analítica, visão de negócio e liderança de pessoas que permite transformar conhecimento em resultado.
Desenvolvimento e implantação de estratégias de Prevenção a Fraudes, contemplando controles preventivos e detectivos, monitoramento, investigação, análise de vulnerabilidades, identificação de modus operandi e implementação de ações destinadas à redução de perdas financeiras e riscos operacionais.
Atuação orientada não apenas à identificação da fraude consumada, mas principalmente à antecipação do risco e prevenção da ocorrência.
Experiência na implementação e aprimoramento de jornadas de onboarding e credenciamento, incluindo abertura de cadastros e contas, propostas de cartões de crédito, empréstimos, financiamentos e relacionamento com merchants.
Desenvolvimento de Camadas de Prevenção destinadas a proporcionar segurança com a menor fricção possível na jornada do cliente, utilizando recursos como:
Background Check | KYC | Biometria | Birôs | Scorecards | Regras | Travas | Blacklists | Telefone Seguro | Domicílio Bancário | Pipelines | Workflows
O princípio é simples: a melhor prevenção é aquela que protege o negócio sem inviabilizar a experiência legítima do cliente.
Atuação em Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo — PLD/FT e AML, com desenvolvimento e implementação de técnicas de monitoramento e investigação.
Análise de distorções de perfil e comportamento, movimentações incompatíveis, variações patrimoniais suspeitas, atividades restritivas, concentrações e relacionamentos entre CPF, telefone, endereço e outros elementos, além da compatibilidade entre características do negócio e volumes financeiros movimentados.
Experiência na construção e gestão de regras, parâmetros e alertas transacionais, especialmente em operações de cartões e Meios de Pagamento.
Atuação com tecnologias e ambientes como Falcon, Case Manager, SRT, B2K e Vision, buscando identificar comportamentos suspeitos e reduzir impactos relacionados a fraudes, chargebacks e perdas financeiras.
Avaliação de não conformidades, riscos, controles internos e aderência a políticas, normas e procedimentos, considerando requisitos de Governança, Compliance e regulamentação.
Desenvolvimento de metodologias de monitoramento voltadas à identificação de desvios, gaps de processos, vulnerabilidades e oportunidades de melhoria.
A Auditoria, nessa visão, deixa de ser apenas uma função de apontamento e passa a funcionar também como instrumento de gestão, prevenção e aprimoramento contínuo da organização.
Experiência em investigação de fraudes internas, canal de denúncia, desvios de conduta e vazamento de informações, incluindo identificação de modus operandi, análise de evidências e reconstrução de ocorrências.
Elaboração de relatórios, pareceres técnicos e apresentações executivas, inclusive para suporte a demandas jurídicas, além da atuação conjunta com Recursos Humanos e demais áreas responsáveis na avaliação de medidas decorrentes das apurações.
Desenvolvimento e aprimoramento de workflows, pipelines, controles e processos automatizados, utilizando tecnologia para ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e análise.
Aplicação de conceitos de melhoria contínua, dados e automação para substituir controles excessivamente manuais por processos mais escaláveis, rastreáveis, eficientes e orientados a riscos.
Durante muitos anos, preparei-me para exercer uma liderança diferenciada.
Busquei performance, conhecimento técnico, inovação e resultados. Procurei superar expectativas e construir entregas que fossem reconhecidas pelos diferentes níveis das organizações pelas quais passei.
Com o tempo, entretanto, aprendi uma das lições mais importantes da minha carreira:
liderança não é medida apenas pelos resultados que você entrega, mas também pelas pessoas que você ajuda a desenvolver.
Aprendi que processos podem ser redesenhados.
Tecnologias podem ser substituídas.
Metodologias podem evoluir.
Mas são as pessoas que transformam verdadeiramente uma organização.
Por isso, sempre procurei exercer uma liderança baseada no compartilhamento de conhecimento, desenvolvimento de profissionais, formação de sucessores, construção de parcerias e respeito às diferentes experiências presentes em uma equipe.
Alta performance continua sendo importante para mim.
Resultados continuam sendo importantes.
Eficiência, produtividade, controles e segurança continuam fazendo parte da minha maneira de trabalhar.
Mas aprendi que tão importante quanto aquilo que conquistamos é a forma como chegamos até lá e o que deixamos pelo caminho.
Hoje, minha missão profissional é continuar criando, transformando, aprendendo e fazendo a diferença.
Quero contribuir para organizações mais seguras e eficientes, mas também para ambientes nos quais as pessoas possam crescer, compartilhar conhecimento e encontrar significado no trabalho que realizam.
Depois de quase quatro décadas de carreira, talvez uma das maiores lições seja justamente compreender que nem tudo pode ser traduzido em indicadores, metas ou números.
A viagem é tão importante quanto o destino.
Resultados são fundamentais, mas aquilo que construímos durante o caminho — conhecimento, experiências, relacionamentos, confiança, resiliência e legado — também determina o verdadeiro significado de uma trajetória.
Porque, depois de todo empenho, dedicação e perseverança, descobrimos que algumas das maiores conquistas da vida não são explicadas apenas pela Matemática.
Também são explicadas pela Filosofia.